Este post prende-se com dois que li na blogosfera que, sendo diferentes e vindo de quadrantes políticos diferentes, acabam por ir dar ao mesmo.
No Geração de 80, João Miguel Ascenso (JMA) começa uma longa (para blogues) reflexão sobre a Europa com duas frases lapidares: «A soberania não mata a fome» e «A soberania dos Estados não é um fim em si mesmo». O resto da reflexão passa por ideias simples: os europeus partilham uma mesma massa cultural (no sentido lato do termo); a Europa permitiu a Portugal crescer economicamente; a falta de mecanismos fiáveis causou esta crise e; a integração europeia deve ser reforçada, assim voltando ao ponto de partida.
Ora aquilo que JMA parece ignorar é que a soberania é um conceito muito vago. E transferirmos mecanismos de soberania para a Europa, não a perdemos, apenas a partilhamos com outros. O único caso em que a soberania é, de facto, perdida, é quando um outro Estado nos passa a controlar e não nos dá os mecanismos de gestão ou de escolha. É isso que sucede em conquistas ditatoriais. Espero que as frases de cima sejam mais devido a uam ignorância (ou falta de reflexão) de JMA do que aos ares da terra onde terá nascido.
Já agora, a fantasia da cultura comum na Europa é um mito urbano a que um dia destes darei a minha resposta.
No Jugular, João Pinto e Castro demonstra todas as suas capacidades de economista ao justificar a velha máxima que um economista é alguém que nos dirá amanhã porque razão aquilo que foi predito ontem não sucedeu hoje. O amanhã deste cenário chegou.
No Geração de 80, João Miguel Ascenso (JMA) começa uma longa (para blogues) reflexão sobre a Europa com duas frases lapidares: «A soberania não mata a fome» e «A soberania dos Estados não é um fim em si mesmo». O resto da reflexão passa por ideias simples: os europeus partilham uma mesma massa cultural (no sentido lato do termo); a Europa permitiu a Portugal crescer economicamente; a falta de mecanismos fiáveis causou esta crise e; a integração europeia deve ser reforçada, assim voltando ao ponto de partida.
Ora aquilo que JMA parece ignorar é que a soberania é um conceito muito vago. E transferirmos mecanismos de soberania para a Europa, não a perdemos, apenas a partilhamos com outros. O único caso em que a soberania é, de facto, perdida, é quando um outro Estado nos passa a controlar e não nos dá os mecanismos de gestão ou de escolha. É isso que sucede em conquistas ditatoriais. Espero que as frases de cima sejam mais devido a uam ignorância (ou falta de reflexão) de JMA do que aos ares da terra onde terá nascido.
Já agora, a fantasia da cultura comum na Europa é um mito urbano a que um dia destes darei a minha resposta.
No Jugular, João Pinto e Castro demonstra todas as suas capacidades de economista ao justificar a velha máxima que um economista é alguém que nos dirá amanhã porque razão aquilo que foi predito ontem não sucedeu hoje. O amanhã deste cenário chegou.


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