A 7 de Outubro de 1915, o exército sérvio, depois de atacado pelos impérios Búlgaro, Austro-Húngaro e Alemão, teve que se retirar do país em direcção ao sul, numa marcha forçada que custou a vida a mais de 150 mil soldados e civis. Após serem resgatados e transportados para ilhas gregas, muitos outros milhares morreram de exaustão, fome e doenças.
Para cobrir esta retirada, o exército sérvio deixou um batalhão, coadjuvado por polícia e voluntários, para defender Belgrado. O objectivo era defender a honra da capital e dar tempo à retirada. Pouco antes do último contra-ataque sérvio, o major Dragutin Gavrilović proferiu um discurso onde dizia «vocês já não precisam de se preocupar com as vossas vidas: já não existem!». Em memória desta defesa e das dificuldades para vencer um punhado de homens mal equipados e armados, o General von Mackensen mandou erguer um tributo aos defensores da cidade (imagem acima).
Este foi um sacrifício com sentido: em defesa de um território historicamente seu, contra potências estrangeiras e para permitir a sobrevivência de compatriotas e camaradas. Este exemplo (tal como muitos outros pela história) deveria ser explicado às cabeças parvas que julgam que a defesa de Goa deveria, tal como pretendia o demente ditador, ser até ao último homem e banhado de sangue.
PS - o post de Miguel Castelo-Branco demonstra bem a barabárie do seu pensamento e do extremismo fanático que por lá anda. Note-se esta passagem: «Os outros, aqueles que pensaram quando não deviam pensar, que não cumpriram quando deviam cumprir, que partiram as espadas quando as deviam empunhar, que deitaram ao chão a bandeira quando a deviam levantar bem alto; esses, não foram militares». Em Nuremberga, de Novembro de 1945 a Outubro de 1946, ensaiou-se uma explicação semelhante.


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